Descobri como é bom praticar o desapego!

Até 2012 passei por duas grandes mudanças físicas e porque não, emocionais também. Mas uma mudança de espírito também aconteceu. Aprendi a praticar o desapego.

Em 2008, resolvi deixar o Rio de Janeiro, que tanto me incomodava e partir pra Curitiba. Esta foi a primeira mudança em que tive que organizar tudo sozinha. Na época, como ainda não sabia o tamanho do apartamento em que iria morar na capital paranaense e os móveis da casa também já mereciam ser trocados, optei por embalar apenas os objetos pessoais. Confesso que muita coisa ficou no Rio mesmo. Doei muitas roupas minhas, finalmente doei os pertences e as roupas da minha mãe, que havia falecido há três anos e aproveitei pra reduzir bastante também o armário do meu pai, que continuaria morando no Rio, mas em um lugar menor.

Aprendendo a praticar o desapego

Até hoje eu me lembro que fiquei absurdamente assustada com a quantidade de coisa que doei ou joguei fora. Foram pelo menos uns cinco dias tirando as coisas do armário, rasgando, ensacando e coisas do tipo.

Ao chegar em Curitiba, acabei me livrando de mais tralhas, já que o apartamento era bem menor e pelo menos um terço do que mandei para a cidade não tinha lugar na casa. Foi com muita “dor no coração” que me vi doando mais alguns objetos.

Infelizmente, meu tempo em Curitiba foi bem menor do que eu pretendia e mal tinha organizado a casa por lá, tive que voltar para a roça. Como fiquei pouco tempo no sul, fiquei feliz em não ter acumulado muita coisa. Tudo que estava no apartamento, foi aproveitado no novo endereço em Petrópolis.

Praticar o desapego, parte 2

Aí eu resolvo mudar de país…

Já parou pra ver o quanto custa uma mudança internacional? Desde o início não cogitei a hipótese de contratar uma empresa para levar todas as minhas coisas pra lá. Foi aí que descobri como é bom praticar o desapego.

Aprendendo a praticar o desapego
Doar ou vender coisas que não se precisa mais é a melhor parte do processo.

Decidimos o que seria vendido, o que seria doado e pronto. Afinal, a companhia aérea só permite duas malas com até 32Kg e eu não pretendia pagar US$100 por cada mala adicional.

Foi aí que mais uma vez vi o quanto de tralha se acumula em apenas três anos. É muita coisa. E tinha algumas (principalmente utensílios de cozinha) que jamais havia usado. Agora eu pergunto: Por que ter tanta coisa em casa?

Ao contrário da primeira mudança, desta vez não senti nenhuma dor no coração ao me desapegar de várias coisas. Decidi que a partir da nova fase que vem por aí, nada de ter mais de um conjunto de jantar, coisas demais para cozinha, etc. Vamos comprar só o necessário e tá muito bom.

Não sei quanto tempo vou passar fora do Brasil. Não sei se um dia eu volto a morar no Brasil. Vou deixar o tempo decidir o que farei no futuro. Hoje, eu só tenho algumas certezas: chega de acumular coisas, chega de comprar o desnecessário, chega de ter tralhas demais para arrumar em mudanças. Tá na hora de ter uma vida mais fácil. É bem mais fácil viver com menos coisas. Vai por mim. 🙂