A melhor terapia que alguém pode fazer…um diário

Eu sempre gostei de escrever diários. Acho divertido lembrar de alguns momentos do passado, mesmo aqueles que nem foram tão bons assim. Nesse caso, o melhor ainda é ver o quanto evoluímos com os anos e passamos a dar menos valor a coisas que não valem nem um pouco a pena.

Escrever diários é uma terapia pra mim. A mão não dói, as ideias aparecem e não gasto fortunas com terapeutas, psicólogos e afins. É uma terapia boa, bonita e barata.

Por exemplo: eu sou uma péssima desenhista. Mas quando dá vontade, acabo produzindo algumas “obras primas”. Claro que esses desenhos eu jamais mostro pra alguém. Mas sinceramente, lápis de cor e tinta podem se tornar seus melhores amigos nas horas mais difíceis.

Recentemente, adquiri um brinquedo desses:

Destrua Este Diário

Destrua este diário (Wreck this journal) – Keri Smith – Ed. Intrinseca

Este não é um diário qualquer. Ele é feito para ser destruído. É libertador! Reparem as instruções:

Destrua este diário

Destrua este diário

Ele chega novinho, sem dobras, completo e uma das tarefas é justamente arrancar uma página e se desfazer da mesma. Para quem faz coleções de livros (o que não é meu caso) deve doer arrancar uma página, mas foi a primeira “tarefa” que eu cumpri. Que tal aproveitar também e rasgar uma página toda?

Destrua este diário

Algumas das outras tarefas são pintar com cola, colar objetos de escritório, amassar páginas, furar páginas e por aí vai. A verdade é que destruindo, você ativa sua criatividade e também aproveita pra jogar um pouco do estresse fora.

Destrua este diário

Se é coisa de adolescente? Sei lá, pode até ser, mas eu garanto que se você experimentar também vai gostar. Não é à toa que o livro foi um sucesso de vendas no exterior e chegou ao Brasil este ano.

Agora, se não curtir muito a ideia do “Destrua este diário” eu recomendo muito que você pegue um caderninho ou um moleskine ou uma folha de papel e comece a escrever. Garanto que terapia melhor você não vai achar. O melhor? É de graça!